Cuidado com a IA sem experiência.
A inteligência artificial está se tornando onipresente na saúde animal, desde diagnósticos e análises de mercado até due diligence e captação de recursos. Mas seu valor — e seus riscos — dependem muito de quem a utiliza. Especialistas raramente aceitam a primeira resposta gerada por IA. Eles questionam as premissas, testam as conclusões e iteram. Sem essa expertise, um resultado refinado pode ser facilmente confundido com uma resposta confiável.
Um processo judicial recente envolvendo um hospital veterinário do Oregon e um suposto diagnóstico incorreto feito por uma ferramenta de IA ilustra bem a questão. Independentemente do desfecho do caso, ele levanta uma pergunta importante: quando a IA contribui para uma recomendação, quem é responsável por validá-la? Essa resposta se aplica tanto à interpretação de diagnósticos quanto à consultoria estratégica; o profissional continua sendo responsável pela recomendação.
Na Brakke, estamos aplicando esse princípio a um programa que auxilia startups e empresas em crescimento do setor de saúde animal a se prepararem para a captação de recursos. A IA pode organizar materiais de due diligence, criar checklists, identificar lacunas na documentação e gerenciar grande parte do processo de preparação. Isso pode reduzir significativamente o número de horas de consultoria caras necessárias. Mas não elimina a necessidade de conhecimento especializado. Permite que consultores experientes dediquem seu tempo onde o discernimento gera mais valor: posicionamento, prioridades, expectativas dos investidores e identificação das perguntas que a gestão pode não saber que deve fazer.
AI may reduce the cost of expertise; however, it should not reduce the standards of expertise.
Alexis Nahama, Senior Consultant